Câmara de Borba aciona plano municipal de emergência

Proteção civil concentra esforços na drenagem da pedreira. Da lista de dois mortos confirmados e três desaparecidos ainda só foi recuperado o corpo de uma vítima

O presidente da Câmara de Borba, António José Lopes Anselmo, anunciou que a câmara "irá acionar o Plano Municipal de Emergência", de forma a melhorar a resposta ao acidente ocorrido na passada segunda-feira, quando um troço da estrada municipal 255, que faz a ligação entre Borba e Vila Viçosa, desabou sobre uma pedreira, causando pelo menos dois mortos e três desaparecidos. O autarca disse ainda que a autarquia agradecerá todas as sugestões "válidas" para lidar com esta crise.

Os planos municipais de emergência (PME) são acionados em situações de catástrofe ou acidente grave - ou risco dos mesmos - e geralmente são postos em prática por deliberação de conselhos municipais de proteção civil. No entanto, em determinadas situações, os procedimentos podem ser simplificados. Na prática, ao serem acionados, estes planos permitem agilizar o recurso a um conjunto de meios para minimizar ou prevenir o impacto de ocorrências graves.

O DN contactou a Câmara Municipal de Borba, no sentido de perceber que medidas concretas serão postas em prática com o acionamento do PME. No entanto, até ao momento, não foi possível falar com os responsáveis com estes pelouros.

Prioridade à drenagem da pedreira

No briefing da proteção civil, José Ribeiro, Comandante Distrital de operações de Socorro (CDOS) de Évora disse que a drenagem da pedreira, no sentido de recuperar outras vítimas e veículos que caíram na derrocada da estrada, "ainda não" está finalizada. Isto porque, explicou, esta é uma "operação exigente" que implica cuidados para evitar "problemas a jusante", nomeadamente em relação ao local para onde é transferida a água retirada.

Oficialmente, a proteção civil continua a falar em dois mortos - um dos corpos já foi recuperado - e três desaparecidos, estes últimos presumíveis ocupantes de dois veículos que seguiam na estrada que ruiu. No entanto, reafirmou, "esta é uma informação dinâmica e que pode evoluir".

António Costa promete "apurar responsabilidades"

Entretanto, o primeiro-ministro António Costa defendeu hoje a necessidade de se "apurar responsabilidades" em relação ao sucedido, desde a gestão das pedreiras, ao nível do "licenciamento, fiscalização, funcionamento" à fiscalização por parte das entidades competentes, nomeadamente a Direção-geral de Geologia e Energia. O primeiro-ministro insistiu que "o governo não sabia" da existência deste risco.