Calor aperta toda a semana. E o risco de incêndio mantém-se

Temperaturas máximas serão sempre acima dos 30 graus nos próximos dias. Há fogos em vários distritos mas nenhum provoca, de momento, especial preocupação. Época de caça abre condicionada

As temperaturas elevadas que se fazem sentir no país, que se irão prolongar durante toda a próxima semana, não estão a causar, até ao momento, incêndios de maior dimensão no país. De acordo com a página oficial da Proteção Civil, há mais de uma dezenas de incêndios no país, com meios mobilizados em vários distritos, mas nenhum dos fogos é significativo.

No total, às 12.30, estavam no terreno 209 bombeiros, apoiados por 59 viaturas e cinco meios aéreos. O distrito de Viana do Castelo é o que mais homens tem a combater chamas com 72 bombeiros em ação. Na capital de distrito decorrem as Festas da Senhora da Agonia e a tradicional serenata com fogo-de-artifício, hoje à noite, está cancelada apesar do presidente da Câmara ter solicitado ao Ministério da Administração Interna autorização para que o fogo tenha lugar. José Maria Costa argumenta que não há risco, já que é junto ao rio Lima, mas o evento permanece como cancelado e o Governo já disse que não havia exceções.

Os distritos de Braga, Bragança, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estão em alerta vermelho, sendo que para esta decisão contam não só as condições meteorológicas, temperaturas elevadas, humidade relativa baixa e vento, mas também "o fator humano", um aumento de população com a chegada de emigrantes, e os festejos em várias localidades.

As temperaturas mantêm-se altas, com as mínimas para hoje e para o resto da semana a serem acima dos 20 graus, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). As máximas são muito altas, com previsões para todo o país de temperaturas acima dos 30 graus, e com distritos a poderem registar mais de 40 graus. Cenário que se manterá, diz o IPMA, até ao próximo fim de semana.

Caça condicionada

A caça nos distritos que estão em alerta vermelho devido ao agravamento de risco de incêndio está condicionada, ainda que não proibida.

Hoje começam a caça à rola e ao pombo, numa altura em que estão em situação de alerta, até quarta-feira, os distritos de Braga, Bragança, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, segundo um despacho publicado pelo gabinete do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. A situação de alerta decorre das previsões de tempo quente e de a Autoridade Nacional de Proteção Civil ter colocado aqueles distritos em alerta vermelho, o mais grave.

No despacho do ministro afirma-se que é "proibido o acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, bem como nos caminhos florestais, caminhos rurais e outras vias que os atravessem".

O despacho do ministro não faz qualquer referência aos caçadores. Ouvido pela Lusa, o presidente da Confederação Nacional de Caçadores de Portugal, Fernando Castanheira Pinto, disse que a federação recebeu muitas dúvidas sobre se é possível caçar ou não, explicando que tal decorre da interpretação do despacho.

"Não há uma proibição de caçar, mas há constrangimentos nalguns locais dos sete distritos em aviso vermelho", disse o responsável à Lusa, aconselhando os caçadores desses distritos a, em caso de dúvida sobre se podem caçar num determinado local, não o fazerem. Castanheira Pinto frisou que a federação está "completamente de acordo" com o despacho.

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