Burlas continuam a dominar subidas na criminalidade

Um balanço da segurança interna relativo ao primeiro semestre deste ano regista mais uma vez um aumento das burlas, principalmente através da internet.

As burlas continuam a subir no nosso país. Um balanço sobre a evolução desta criminalidade no primeiro semestre de 2018 regista um aumento de 12%, segundo apurou o DN. Em 2017 as burlas foram um dos crimes que mais aumentaram, com uma subida de 47,9% (mais 4037 casos). A imaginação dos burlões portugueses é fértil e as autoridades têm conseguido travar alguns deles. Neste ano a GNR, a PJ, a PSP e o SEF já fizeram detenções.

A internet é um dos meios que os burlões utilizam para enganar as pessoas, principalmente nas compras online. Segundo dados oficiais da PJ, apresentados em junho último, as burlas através da internet são aquelas em que se prevê um aumento mais expressivo até ao final deste ano. Em 2017 foram registados 335 inquéritos desta natureza - principalmente ligados à compra e venda de produtos online - e a projeção da PJ é que cresçam neste ano para 1340 (mais 300%). Nos primeiros seis meses do ano já foram abertos 670 inquéritos por estas fraudes.

Quando apresentou estes dados, a PJ divulgou também alguns conselhos para prevenir estas burlas através da internet.

Em 2017, o Ministério Público abriu 5480 inquéritos em Lisboa, tendo deduzido 258 acusações contra suspeitos de burla. No Porto foram iniciadas 4128 investigações e deduzidas 265 acusações.

O balanço global nos primeiros seis meses deste ano aponta para uma descida de cerca de 10% da criminalidade violenta e grave e para uma redução ligeira, cerca de 1%, da criminalidade geral.

Ler mais

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.