Brexit exige mais meios para controlar fronteiras

Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF diz existir "falta absoluta de inspetores" para responder às exigências de um Brexit sem acordo.

O plano anunciado pelo Governo para lidar com os efeitos da eventual saída do Reino Unido da UE sem acordo é positivo, mas exige meios humanos e materiais para o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), afirma o sindicalista Acácio Pereira.

O presidente da Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF, ouvido pela TSF, saudou o recém-anunciado plano de preparação e contingência do Governo mas, frisou, há uma "falta absoluta de inspetores" para os pontos de atendimento a instalar nas zonas onde residem mais cidadãos britânicos.

"Vemos com muita dificuldade a implementação do plano. O SEF está depauperado de meios humanos, é público os problemas que temos ao nível do atendimento e dos controlos de fronteiras e esta situação vai tornar ainda mais difícil uma situação que é, já de si, preocupante", argumentou Acácio Pereira.

O plano em causa prevê o reforço de meios humanos, materiais e tecnológicos do SEF para facilitar os processos de entrada e saída das fronteiras nacionais, cujo volume de trabalho - demoras e congestionamentos - se prevê que aumente de forma significativa no caso de um Brexit sem acordo.

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