Bombeiros resgatam homem de 79 anos que tinha sido dado como desaparecido

Filhas alertaram autoridades por não saberem do pai, residente num lugar da serra de Monchique. Homem foi encontrados pela força especial de bombeiros

Um homem de 79 anos, que foi dado como desaparecido no concelho de Monchique, onde o maior incêndio em Portugal continua a lavrar, foi resgatado pela força especial de bombeiros. O alerta tinha sido dado por familiares do idoso, que tem residência no lugar de Portela das Eiras, onde o fogo já levou à evacuação de cerca de duas dezenas de pessoas.

De acordo com TVI24, as autoridades encontraram o homem junto à sua casa, tentando ainda defender os seus bens e os animais. O risco para este homem era elevado e os bombeiros, com a GNR, acabaram por retirar o idoso para um local em segurança.

Tem sido uma grande preocupação para as autoridades a retirada dos habitantes das aldeias afetadas, já que muitos recusam sair e preferem ficar juntos aos seus bens.

A situação em Monchique permanece muito complicada, com a Proteção Civil a indicar que existem muitas reativações, impulsionadas pelo vento forte, e o presidente do município de Monchique, Rui André, a manifestar "grande preocupação". O autarca referiu que na área das termas há hotéis em risco e que uma frente do fogo está a aproximar-se de uma quinta pedagógica do concelho vizinho de Silves.

Sobre as casas afetadas pelo incêndio rural, que deflagrou na sexta-feira, Rui André não deu pormenores sobre o número de imóveis ou a sua utilização, referindo que o balanço não está finalizado.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.