Sismo. Bombeiros de Gaia receberam "bastante chamadas devido à curiosidade"

Alguns habitantes das cidades do Porto e de Matosinhos disseram ter sentido o tremor que fez "abanar alguns objetos em casa"

"Bastante chamadas devido à curiosidade das pessoas", mas sem registo de danos. É este o balanço dos Sapadores Bombeiros de Vila Nova de Gaia, no "rescaldo" do sismo de magnitude 4,6 na escala de Richter que hoje foi registado a Norte de Peniche.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o sismo foi registado às 07:12 nas estações da Rede Sísmica do continente, com epicentro a cerca de 130 quilómetros a Oeste do Cabo Mondego.

"Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli modificada) na região de Santa Maria da Feira [Aveiro] ", adianta o IPMA.

Ouvidos pela Lusa, alguns habitantes das cidades do Porto e de Matosinhos disseram ter sentido o tremor que fez "abanar alguns objetos em casa".

Também o Comando Distrital de Operação de Socorro e os Sapadores do Porto disse que, embora o sismo se tenha sentido, não houve nada de relevante a registar no distrito.

De acordo com a Autoridade Nacional de Proteção Civil, este abalo foi sentido no Norte do país, tendo a Autoridade já recebido alguns pedidos de informação.

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.