Bactéria multirresistente encerra cuidados intensivos do hospital de Évora

A unidade vai ser encerrada, na quarta-feira, durante 24 horas, para ser feita "a esterilização, de acordo com os protocolos". Uma decisão que surge "após terem sido isoladas estirpes de bactérias multirresistentes, habituais em ambiente hospitalar", refere o hospital

Uma bactéria multirresistente foi detetada na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), obrigando ao seu encerramento temporário, revelaram hoje à agência Lusa fontes hospitalares.

"É uma bactéria transmissível" e, por esse motivo, será necessário encerrar a UCI de Évora "para limpeza e desinfeção", adiantou à Lusa o secretário regional do Alentejo do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Armindo Ribeiro.

Contactada pela Lusa, fonte do conselho de administração do HESE confirmou a existência da bactéria na UCI, adiantando que a unidade vai ser encerrada, na quarta-feira, durante 24 horas, para ser feita "a esterilização, de acordo com os protocolos".

Em comunicado, enviado ao DN, o Conselho de Administração do Hospital do Espírito Santo de Évora esclarece que "decidiu realizar uma descontaminação da Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, após terem sido isoladas estirpes de bactérias multirresistentes, habituais em ambiente hospitalar".

O hospital refere que na sequência desta decisão, "e após desocupação", a unidade "será descontaminada, retornando à sua atividade normal no próprio dia".

"Este procedimento é habitual nos hospitais, sempre que tal se justifica", assegura o Conselho de Administração do HESE.

"É uma situação de rotina e não põe em causa os utentes, nem os profissionais"

Fonte da administração hospitalar referiu à Lusa que a UCI ainda estava a funcionar, a meio da tarde desta quinta-feira, por ser necessário esperar pela alta desta unidade de todos os doentes internados.

"É uma situação de rotina e não põe em causa os utentes, nem os profissionais", notou a fonte, assinalando que o hospital de Évora tem "protocolos de segurança que permitem evitar o risco e controlar estas situações".

Nas declarações à Lusa, o secretário regional do Alentejo do SIM considerou que "a grande falta de profissionais" nos hospitais faz com que "a prestação de cuidados de saúde tenha vindo a degradar-se e que os controlos microbiológicos dos doentes sejam cada vez mais difíceis".

"A diminuição do rácio médico/doente e enfermeiro/doente faz com que haja uma dificuldade acrescida para a prestação de cuidados de saúde, motivo pelo qual poderão aparecer, não só nesta unidade, como em outras, este tipo de situações", acrescentou.

Atualizado às 17:48.

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