Autarca de Pedrógão nega irregularidades: "Estou tranquilo, não houve compadrios"

Polícia Judiciária efetuou esta quarta-feira buscas à autarquia e à Casa da Cultura. "Este é o meu incêndio", disse ainda Valdemar Alves

O Presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, falou à comunicação social ao final da tarde desta quarta-feira e depois de elementos da Polícia Judiciária terem estado largas horas a realizar buscas na Câmara e na Casa da Cultura da vila. O autarca negou irregularidades no processo de reconstrução das casas destruídas pelo incêndio de 2017. "Estou tranquilo, não houve compadrios", alegou.

Segundo a TVI24, foram apreendidos material informático e diversos documentos quer na Câmara Municipal como na Casa da Cultura.

Valdemar Alves espera que a investigação mostre que "não houve segundas habitações reconstruídas", mas sublinhou: "Para mim não existe isso de segunda habitação. Claro que o que tem de ser reconstruído primeiro são as habitações permanentes", afirmou, adiantando que 70 por cento das casas já estão concluídas, e que a entrega de 40 habitações que estarão prontas não compete à autarquia, mas ao Governo.

O autarca contornou as questões dos jornalistas e avisou que "os eucaliptos estão aí a rebentar. Esta é uma terra de incêndios, estas ofensas [e acusações] são o meu incêndio", acrescentou.

Sobre as denúncias feitas por duas reportagens, uma da Visão e outra da TVI, que referiam que casas que não eram de primeira habitação foram contempladas com obras em detrimento de outras mais urgentes e também que casas que não arderam foram reconstruídas com fundos solidários, Valdemar Alves reafirmou serem "um absurdo", descrevendo como "lamentável" o que tem acontecido, mas sublinhando que "esta não é uma nova tragédia" e que os pedroguenses ainda estão do seu lado.

"Tenho recebido muitas mensagens de apoio, haverá um outro que não está contente, mas porque não foram reconstruídos os seus barracões agrícolas, mas isso é com o Governo e não com a autarquia", afirmou.

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