Marcelo acompanha incêndio em Monchique à distância para "não atrapalhar"

De vista a Góis, Presidente da República garantiu que a situação dos incêndios este ano é muito diferente do ano passado, "Foram dados passos significativos", garantiu.

Paula Sá
Marcelo Rebelo de Sousa, com os bombeiros de Oliveira do Hospital© NUNO VEIGA/LUSA

Numa das zonas afetadas pelos incêndios do ano passado, Marcelo fez um balanço detalhado do que se está a passar em Monchique. Mas ao contrário do que aconteceu em 2017, não vai para o terreno. Porque não há vítimas graves, à exceção de uma senhora idosa, mas também porque foi criticado pela Comissão Técnica Independente que considerou que a sua presença e dos membros do governo atrapalharam as operações no ano passado. O presidente só irá até àquela zona algarvia após o rescaldo do incêndio, disse esta manhã de segunda-feira aos jornalistas.

Marcelo Rebelo de Sousa garantiu que apesar da centena de incêndios com que o país se debateu estes dias de calor, a situação não é comparável à de 2017. "No ano passado não havia comparação de meios e o incêndio de Monchique teria chegado a perímetro urbano. Há passos que foram dados, mas estamos no começo de agosto, é cedo para fazer balanços".

No caso de Monchique, o Presidente afirmou ser "testemunha" que tudo foi feito corretamente na prevenção e combate ao incêndio. O reforço dos GIPS na serra algarvia e o patrulhamento foi exemplos que deu. Sublinhou ainda a "preocupação em preservar as populações" e o facto de praticamente não existirem feridos graves.

O chefe do Estado vai repartir o dia entre Góis, depois segue para a Lousã e Coimbra, onde irá visitar a jovem vítima dos incêndios de outubro, a Leonor, que esteve internada no hospital pediátrico. Só depois estará em Lisboa a acompanhar o evoluir dos incêndios em Portugal.