Aeroporto de Lisboa recebeu mais de 600 queixas em 2017

TAP e SATA Açores são as entidades ligadas aos transporte aéreo que registam mais reclamações

O aeroporto de Lisboa recebeu 611 queixas de passageiros no ano passado, o que representa um aumento de 12.4% face ao número de reclamações que recebeu no ano anterior (535). Um crescimento que acompanha a subida do número de passageiros na infraestrutura aeroportuária, que no mesmo período registou um aumento na ordem dos 18%. Em 2017, passaram pelo aeroporto da capital mais de 26 milhões de passageiros.

De acordo com os dados da Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), no total, os aeroportos portugueses foram alvo de 1151 queixas no ano passado, mais 236 do que no ano anterior, sendo que as infraestruturas de Lisboa e Porto são aquelas que reúnem mais de 70% das reclamações.

Tal como em Lisboa, o número de queixas de passageiros também registou um aumento no aeroporto do Porto. Enquanto em 2016 foram recebidas 198 reclamações, no ano passado registaram-se 290.

TAP gera mais descontentamento

Segundo os relatórios da ANAC, as companhias aéreas nacionais são aquelas que geram mais descontentamento entre os utilizadores. No primeiro lugar do ranking das queixas surge a TAP, transportadora aérea que no ano passado recebeu 6276 reclamações e em segundo lugar a SATA Açores com 1130.

Quanto aos motivos do descontentamento, a maioria dos utilizadores queixa-se de cancelamentos de voos, atrasos nos voos, com e sem perdas de ligações. Seguem-se os problemas com as bagagens e as perdas dos voos.

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.