Incêndio em Alijó fez três feridos. Preocupação muda-se para Murça

O incêndio lavra em três frentes e a que está a preocupar mais é a que se dirige para a vila de Murça, disse o comandante operacional distrital de Vila Real (CODIS).

Três pessoas ficaram feridas, uma delas com queimaduras de primeiro e segundo grau, no incêndio que deflagrou esta quarta-feira em Alijó, revelou à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Vila Real. O fogo lavra em três frentes.

De acordo com o CDOS, o ferido que sofreu queimaduras é um civil de 48 anos que ficou com dez por cento do corpo queimado, ao passo que o outro é um militar da GNR que partiu o braço esquerdo. Os dois feridos foram transportados para a unidade de Vila Real do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

O comandante distrital de operações de socorro (CODIS) de Vila Real, Álvaro Ribeiro, disse esta noite que o incêndio está dominado do lado de Alijó, mantendo-se como "preocupação principal" a frente que lavra do lado de Murça.

"Todo o perímetro do incêndio na área de Alijó está dominado, estão a ser feitos trabalhos de consolidação e de rescaldo, o que ainda demorará algum tempo", salientou Álvaro Ribeiro.

O fogo deflagrou a meio da tarde desta quarta-feira, na zona da aldeia de Ribalonga, e, devido às projeções levadas pelo vento forte, passou a Autoestrada 4 (A4) para o concelho de Murça.

O CODIS referiu que a preocupação é o vento, que poderá provocar reativações.

"A nossa preocupação principal é Murça. Estamos a tentar combater o incêndio numa frente de fogo que está na encosta, de acessos inexistentes para veículos e toda essa frente de incêndio vai ser trabalhada com ferramentas manuais e pessoal apeado", explicou Álvaro Ribeiro.

Vento forte é o principal obstáculo no combate às chamas

Álvaro Ribeiro disse que o "vento tem sido bastante" e "talvez tenha sido o maior obstáculo ao combate desde a fase inicial"

"Fizemos um ataque inicial muito musculado, com dois meios aéreos e sete equipas, e o vento era de tal forma que nós não conseguimos na fase inicial debelar o incêndio. Contudo, houve de imediato reforço de meios, mas houve projeções e foi difícil contermos o incêndio", salientou.

De acordo com o CODIS, as previsões apontam para uma diminuição da intensidade do vento e para um aumento da humidade relativa, durante a próxima madrugada, o que "dá vantagem para o combate".

A A4 teve de ser encerrada ao trânsito

Para este fogo foram mobilizados cerca de 330 operacionais e mais de uma centena de viaturas, com grupos de reforço provenientes do Porto, Braga e Aveiro.

A Autoestrada 4 (A4) permanece encerrada ao trânsito, entre os nós de Pópulo e de Murça, tendo reaberto o Itinerário Complementar 5 e a Estrada Nacional 212.

De acordo com o CDOS de Vila Real, um dos bombeiros que estava a combater as chamas "sentiu-se mal e foi retirado do teatro de operações".

Atualizado às 23:35

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