430 quilos de cocaína escondidos em contentor de fruta no Porto de Leixões

Operação que juntou a PJ e autoridades espanholas e equatorianas permitiu desmantelar uma importante rede de tráfico internacional.


A Polícia Judiciária anunciou esta segunda-feira a apreensão de 430 quilos de cocaína que chegaram ao porto de Leixões na semana passada escondidos num contentor de fruta.

A operação "Falla", feita em colaboração com autoridades espanholas e equatorianas, permitiu "proceder ao desmantelamento de uma importante estrutura criminosa, com atividade em diversos países, que se dedicava ao tráfico de grandes quantidades de cocaína". Num comunicado enviado esta segunda-feira às redações, a PJ adianta ainda que foram detidos em Espanha oito pessoas de nacionalidade espanhola, colombiana e equatoriana.

Já durante o fim de semana a agência de notícias espanhola tinha adiantado a detenção das oito pessoas no norte de Portugal e na Galiza. A investigação, que começou há um ano, continua aberta e não são de excluir novas detenções, concluía a Efe. A PJ vai apresentar amanhã mais informações sobre esta operação.

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1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?