35 horas semanais nos hospitais. Portugal "vai pagar preço elevado", diz Rui Rio

Presidente do PSD critica redução para 35 horas semanais o tempo de trabalho no Serviço Nacional de Saúde. É o preço por agradar a "Partido Comunista e Bloco de Esquerda"

O presidente do PSD disse este sábado que Portugal vai pagar um preço político elevado pela redução das 40 para as 35 horas semanais na saúde, alegando que a medida sustenta o acordo de governo entre a esquerda parlamentar.

"É notório que o Governo teve de fazer esta alteração, passagem de 40 para 35 horas, para poder agradar ao Partido Comunista e ao Bloco de Esquerda e assim formar a coligação parlamentar que foi formada", disse Rui Rio aos jornalistas, à margem da reunião do Conselho Estratégico Nacional do PSD, que hoje decorreu em Coimbra.

O líder social-democrata acrescentou que a medida de redução da carga horária semanal, que se aplica ao setor da saúde a partir deste domingo [1 de julho], foi tomada "por necessidade político-partidária e não por estratégia de gestão da administração pública".

"Aquilo que os portugueses vão perceber cada vez mais e melhor é o custo de uma solução parlamentar onde há choques políticos e ideológicos muito fortes entre o Partido Socialista, o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda", argumentou.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.