PJ apreende droga que dava para 113 mil pastilhas de ecstasy

Homem de 41 anos foi detido por tráfico de estupefacientes. Parte desta droga sintética seria para vender noutros países

Um homem de 41 anos, de nacionalidade portuguesa, foi detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de tráfico de drogas sintéticas. Na operação foi apreendida uma elevada quantidade de MDMA, que segundo a Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes permitiria a introdução no mercado de 113 mil comprimidos de ecstasy.

"A detenção concretizou-se no âmbito de um inquérito em que se investigam as atividades de indivíduos responsáveis pela introdução em território nacional de grandes quantidades de drogas sintéticas, parte delas com destino final a outros países", explicou a PJ em comunicado emitido hoje.

Na nota informativa, a polícia revela que "na sequência das diligências realizadas, foi ainda possível apreender, na região da Grande Lisboa, elevada quantidade de MDMA, o equivalente a pelo menos 113 000 comprimidos de ecstasy, que fruto da atuação policial acabou por não chegar aos circuitos ilícitos de distribuição aos consumidores".

O detido já foi presente a tribunal e foi decretada a prisão preventiva. A investigação prossegue a cargo da Polícia Judiciária "em colaboração com as competentes autoridades de outros países".

Ler mais

Premium

Ricardo Paes Mamede

O FMI, a Comissão Europeia e a direita portuguesa

Os relatórios das instituições internacionais sobre a economia e a política económica em Portugal são desde há vários anos uma presença permanente do debate público nacional. Uma ou duas vezes por ano, o FMI, a Comissão Europeia (CE), a OCDE e o Banco Central Europeu (BCE) - para referir apenas os mais relevantes - pronunciam-se sobre a situação económica do país, sobre as medidas de política que têm vindo a ser adotadas pelas autoridades nacionais, sobre os problemas que persistem e sobre os riscos que se colocam no futuro próximo. As análises que apresentam e as recomendações que emitem ocupam sempre um lugar destacado na comunicação social no momento em que são publicadas e chegam a marcar o debate político durante meses.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.