Deputados e ministros com dados expostos na Internet

Nomes, moradas, assinaturas e números de telefone estiveram disponíveis online desde 2015

Os dados pessoais de Tiago Brandão Rodrigues, Maria Manuel Leitão Marques e Ana Paula Vitorino,mas também de Assunção Cristas, Catarina Martins, Constança Urbano de Sousa e Margarida Marques ou José Manuel Pureza estiveram, desde 2015, expostos na Internet para quem os quisesse consultar. Nomes completos, números de cartão de cidadão, validade e data de emissão, moradas completas, filiação completa e até as assinaturas, além de números de telefone e emails. Alguns dados só foram retiradoss este mês e após denúncia do jornal Público, que avança este sábado com a notícia.

No total, foram 1798 os mandatários às eleições legislativas de 2015 que viram os seus dados disponíveis. A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), conta o jornal, foi alertada há mais de um ano, mas os dados continuaram acessíveis.

Foram divulgados na altura da publicação das listas de candidatos às legislativas de 2015 pelos sites de nove câmaras municipais, no início da campanha eleitoral e referem-se aos nomes de 16 partidos que concorriam pelos distritos do Porto, Coimbra, Viseu, Vila Real, Castelo Branco, Viana do Castelo, Leiria e região autónoma da Madeira.

Quando os processossão entregues, os tribunais enviam para as câmaras municipais do distrito as listas definitivamente aceites. Algusn enviam apenas os nomes completos, mas outras enviam o processo completo para as autarquias e fi asim que os dados ficaram expostos durante três anos.

A exposição dos dados pessoais foi detetada por dois cidadãos que criaram o site hemiciclo.pt e avisaram muitos dos que tinham nomes, moradas e assinaturas disponíveis para serem consultados online.

Há nove queixas no portal da CNPD. A comissão não quis prestar declarações.

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