Extinto incêndio que destruiu palacete do século XX

O edifício estava abandonado e os bombeiros lutaram para impedir que as chamas alastrassem para casas contíguas e que estão habitadas.

Um incêndio deflagrou este domingo à tarde na freguesia de São Vicente, em Braga, e destruiu o palacete de Domingos Afonso, constatou o DN no local.

O incêndio foi dado como extinto cerca das 19:00, tendo entrado numa fase de rescaldo que, segundo disse ao DN fonte do Centro Distrital de Operações de Braga, se esperava demorar várias horas, Em causa estão madeiras centenárias, com grande carga térmica, pelo que os trabalhos para fazer baixar a temperatura dos escombros - evitando assim reacendimentos - previa-se demorado

Os bombeiros trabalharam para evitar que o fogo se alastrasse aos edifícios contíguos, que são habitados, e segundo o DN apurou apenas houve registo de danos nas persianas de um prédio, que derreteram com o calor.

O alerta foi dado às 15:57 e deslocaram-se ao local 52 operacionais e 20 veículos.

As ações de combate às chamas foram condicionadas pelo facto de só existirem bocas-de-incêndio a cerca de 50 metros do local. No entanto, ao DN, Nuno Machado, adjunto técnico dos bombeiros de Braga, afirmou que este fator não prejudicou o combate às chamas, uma vez que tratando-se do centro histórico da cidade, onde as ruas são muito estreitas, era impossível o acesso dos camiões pesados.

O palacete de Domingos Afonso foi construído na primeira metade do século XX e é uma referência arquitetónica de Arte Nova em Braga, assinada pelo arquiteto suíço Ernesto Korrodi. O artista instalou-se em Braga em 1889 para ensinar desenho ornamental, mas acabou por ser transferido para Leiria em 1894.

Mais de 400 obras por todo o país são atribuídas a Ernesto Korrodi.

O arquiteto nascido em Zurique ficou conhecido na cidade minhota pelas obras do palácio de Dona Chica, o palacete de Domingos Afonso ou o castelo de Bom Jesus.

Notícia em atualização

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