Hospital de S. João: suspeita de rapto sem antecendentes criminais

Uma mulher de 48 anos entrou na maternidade a fingir que era médica e pegou numa recém-nascida. Foi detida pela PSP. É de Vila Nova Gaia, desempregada, secretária de profissão

O pai de uma recém-nascida no Hospital de S. João, no Porto, apanhou uma mulher estranha com a sua filha nos braços, num dos quartos daquela unidade. De acordo com o que foi descrito à PSP, a mulher estava vestida com uma bata branca e de estetoscópio ao pescoço.

Quando confrontada pelo pai da criança, alegou que era médica daquela hospital. Desconfiado, o homem chamou um funcionário que, rapidamente, confirmou que a mulher não trabalhava mesmo ali.

A falsa médica foi retida até à chegada da PSP e vai ser amanhã presente a tribunal, para responder pelos crimes de "usurpação de funções, tentativa de rapto/sequestro, introdução em lugar vedado ao público". A mulher está detida na PSP e a investigação está a ser conduzida pela Divisão de Investigação Criminal daquela força de segurança.

Fonte policial que está a acompanhar o caso, adiantou ao DN que a mulher tem 48 anos, reside em Vila Nova de Gaia e está desempregada. Foi encontrado na sua posse um cartão de técnica socorrista, emitido em 2016, o que pode ter ajudado à sua entrada furtiva no hospital. É secretária de profissão, solteira, e não tem antecedentes criminais. Para já não é ainda conhecida a motivação para a sua atitude.

Entretanto, o Hospital anunciou a abertura de um inquérito "para esclarecimento completo da ocorrência", disse à agência Lusa fonte da unidade, que se escusou a avançar com mais detalhes.

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