Greve de pessoal não docente a 21 e 22 de março

A Federação Nacional de Trabalhadores em Funções Públicas convocou uma greve nacional de pessoal não docente para 21 e 22 de março.

Os funcionários das escolas vão estar em greve a 21 e 22 de março, a nível nacional, anunciou esta segunda em Lisboa a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais.

Em conferência de imprensa, a estrutura sindical, afeta à CGTP, exigiu aumentos salariais para todos os trabalhadores, bem como a integração dos funcionários a tempo total e parcial que cumprem funções necessárias ao funcionamento das escolas e a criação de uma carreira específica.

Para os funcionários as contratações anunciadas pelo Ministério da Educação, na semana passada, "não resolvem o problema das escolas".

Artur Cerqueira, dirigente da Federação, enumerou ao DN as quatro razões de convocação do protesto: falta crónica de pessoal; recuperação das carreiras especiais; contra a municipalização; e contra o "aumento populista" da função pública.

O dirigente sindical diz que a abertura de 1068 vagas com contrato sem termo anunciadas pelo governo é uma "batota" se não forem abertos os necessários 3565 postos para pessoal não docente das escolas. Há também a questão da bolsa dos trabalhadores substitutos de pessoal de baixa por doença, que deveriam ser também integrados, segundo o sindicato. Artur Cerqueira garante que há ainda cerca de 3 mil trabalhadores com contrato a tempo parcial a prestar serviço nas escola.

"Não se pode resolver só o problema com a abertura de concursos, mas também pela valorização da sua função", afirma o sindicalista, que diz que o pessoal não docente tem sido "pau para toda a obra nas escolas", que vão desde a reparação de equipamentos até à pintura.

Quanto aos aumento salarial para a função pública, Artur Cerqueira classifica-o de "populista" e diz que vai introduzir "distorções e injustiça", já que trabalhadores acabados de entrar ficam na mesma posição salarial de outros que estão há muitos anos nas escolas.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.