EDP tem plano de crise para assegurar fornecimento de eletricidade

"A EDP Distribuição está empenhada em garantir o cumprimento das suas responsabilidades enquanto operadora da rede de distribuição de eletricidade em Portugal continental", garante a empresa.

A EDP Distribuição afirmou esta sexta-feira estar "preparada para acionar" o seu Plano Operacional de Atuação em Crise, a confirmar-se a greve dos motoristas a partir de segunda-feira, de forma a assegurar o fornecimento de eletricidade.

"Com vista a assegurar a continuidade da sua atividade de fornecimento de energia elétrica estão estabelecidas as ações a adotar nas diversas áreas da empresa e respetivas responsabilidades, bem como os meios disponíveis, as viaturas essenciais para garantir a movimentação dos operacionais, estando também acautelado o abastecimento de geradores", refere a EDP Distribuição em comunicado.

Segundo acrescenta, "este plano mobiliza também fornecedores e prestadores de serviço que colaboram diariamente com a EDP Distribuição e que adaptarão as suas operações aos constrangimentos previstos".

No comunicado, a empresa diz estar a acompanhar a evolução da situação, colaborando com a Entidade Nacional para o Setor Energético, a Direção-Geral de Energia e Geologia e a Autoridade Nacional de Emergência e a Proteção Civil, "de forma a ajustar os seus procedimentos e a mitigar quaisquer constrangimentos que possam advir para os consumidores".

"A EDP Distribuição está empenhada em garantir o cumprimento das suas responsabilidades enquanto operadora da rede de distribuição de eletricidade em Portugal continental", garante.

Os sindicatos Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM) marcaram uma greve, que começa na segunda-feira, por tempo indeterminado, acusando a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) de não querer cumprir o acordo assinado em maio.

Os representantes dos motoristas pretendem um acordo para aumentos graduais no salário-base até 2022: 700 euros em janeiro de 2020, 800 euros em janeiro de 2021 e 900 euros em janeiro de 2022, o que, com os prémios suplementares que estão indexados ao salário-base, daria 1.400 euros em janeiro de 2020, 1.550 euros em janeiro de 2021 e 1.715 euros em janeiro de 2022.

Também se associou à greve o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

Na quarta-feira, o Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% para esta greve e decretou preventivamente o estado de emergência energética.

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