Dois tripulantes do avião que aterrou em Beja com ferimentos ligeiros tiveram alta

Um cidadão do Cazaquistão e outro de Inglaterra estiveram em observação no Serviço de Urgência do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja

Dois tripulantes do avião da Air Astana que aterrou este domingo de emergência em Beja, um natural do Cazaquistão e outro de Inglaterra, sofreram ferimentos ligeiros e deram entrada no hospital da cidade para observação, revelou fonte da unidade hospitalar. Entretanto, tiveram alta.

A mesma fonte da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), contactada pela agência Lusa, disse que os homens estiveram "em observação no Serviço de Urgência" do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja.

"Da tripulação de seis pessoas, são os únicos feridos transportados para o hospital", afirmou a fonte, afiançando que os homens apresentavam "ferimentos ligeiros".

Um deles, explicou, apresentava "tensão alta e alguma ansiedade", enquanto o outro foi "observado pelo serviço de Ortopedia".

Ambos os tripulantes "têm residência no Cazaquistão, na cidade de Almaty", mas só um deles, com 37 anos, é que "é dessa nacionalidade", enquanto o outro, com 54 anos, "é inglês", acrescentou a fonte da unidade hospitalar.

Contactado pela Lusa, o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja revelou que os dois feridos ligeiros foram transportados para o hospital às 16:37.

O avião da Air Astana (companhia do Cazaquistão), que aterrou este domingo no aeroporto de Beja -- a pista situa-se nas instalações da Base Aérea N.º11 - após ter declarado emergência, sofreu uma "falha crítica nos sistemas de navegação e controlo de voo", disse à Lusa fonte aeronáutica.

O voo KZR 1388 descolou de Alverca às 13:21 e tinha como destino Minsk, capital da Bielorrúsia.

Segundo a mesma fonte, o avião esteve a fazer manutenção nas oficinas da OGMA -- Indústria Aeronáutica de Portugal.

Durante a emergência, as autoridades chegaram a equacionar a possibilidade de a aeronave fazer uma amaragem no rio Tejo, mas as condições atmosféricas não o permitiram.

A mesma fonte disse à Lusa que o piloto foi recuperando com o tempo alguns dos instrumentos que tinham avariado, o que lhe permitiu aterrar em Beja.

O avião aterrou às 15:28, à terceira tentativa, depois de ter borregado (termo técnico da aviação para designar tentativas frustradas de aterragem) duas vezes. Segundo a mesma fonte, "a aterragem correu bem".

Antes de aterrar, o avião sobrevoou a região de Santarém e o Alentejo, fazendo uma trajetória irregular e descrevendo vários círculos no ar.

De acordo com uma informação transmitida à Lusa antes, o avião transportava apenas a tripulação, composta por seis pessoas.

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