Concurso para novos médicos vai arrancar

Garantia foi dada pelo Bastonário dos Médicos: Recém-especialistas terão 1234 vagas a concurso. Lugares para médicos de família podem resolver problema dos utentes fora das listas

O muito antecipado concurso para os recém especialistas que acabaram o internato médico em abril arranca esta semana. A garantia foi dada ao início da noite desta quarta-feira pelo próprio bastonário dos médicos, um dos dirigentes da área da saúde que tem pedido a colocação destes profissionais nos hospitais e centros de saúde. O DN sabe que o despacho foi enviado hoje à tarde para publicação em Diário da República e ao todo estarão 1234 vagas a concurso.

"Caros colegas, amanhã vão ser publicados os concursos para os jovens médicos. Boa escolha para todos". Foi desta forma que Miguel Guimarães informou os recém especialistas da publicação do despacho de abertura do concurso em Diário da República, que deverá acontecer já esta quinta-feira. Segundo o bastonário, a maioria das vagas, como habitualmente, serão atribuídas a especialidades hospitalares (839 vagas), sendo que existem ainda 378 lugares para médicos de família. Contingente que, a ser totalmente colocado nos centros de saúde, - embora o número de profissionais que se vão reformar nos próximos tempos também tenha de entrar na equação - quase que resolveria o problema dos portugueses sem médico de família, número que neste momento se calcula que possa rondar os 700 mil utentes.

Número de novos médicos de família quase que resolveria o problema dos portugueses fora das listas

A concurso estarão ainda 17 vagas para especialistas em saúde pública. Contactada pelo DN, Miguel Guimarães considerou positivo o facto de o número de vagas para Medicina Geral e Familiar até ser superior ao de médicos que terminaram o internato, não deixando, no entanto, de notar o atraso do processo. Já fonte do Ministério da Saúde não quis confirmar estes números, reservando mais informações para quando o despacho for publicado em Diário da República

Recorde-se que ainda esta semana a Ordem dos Médicos, o Sindicato Independente dos Médicos, a Federação Nacional dos Médicos e a Associação das Unidades de Saúde Familiar exigiram a colocação dos mais de mil médicos recém-especialistas que concluíram a sua formação especializada há mais de três meses. No ano passado, a abertura de concursos para os novos especialistas chegou a atingir um atraso de 10 meses.

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