Menos pedidos de nacionalidade em países da UE, também em Portugal

O número de pessoas que adquiriram nacionalidade num Estado-membro da UE recuou 21 % de 2016 para 2017 e 28% em Portugal, segundo o Eurostat. A maioria eram cidadãos não comunitários.

825 mil pessoas adquiriram a nacionalidade de um dos 28 Estados-membros, total que ficou aquém dos 995 mil em 2016, menos 21 %.

Portugal é um dos 13 países que acompanham a tendência da UE, com o número de pessoas a quem foi conferida nacionalidade a recuar 28%, para as 18 022 em 2017. A maioria das nacionalidades foi concedida a brasileiros (33,8%), seguindo-se cabo-verdianos (14,4%) e ucranianos (10,6%).

Entre os cidadãos que obtiveram a nacionalidade de um Estado membro em 2017, 17% eram cidadãos de outro país da UE, mas a maioria eram não comunitários ou apátridas, revelou esta quarta-feira o Eurostat.

Em 2017, o maior grupo de novos europeus é constituído por marroquinos, 67 900 (8,2 %), das quais 83% adquiriram a cidadania da Itália, Espanha ou França. Seguem-se os albaneses, 58 900 (7,1 %) , 97% obtiveram a nacionalidade da Grécia ou da Itália e, em terceiro, os indianos, 31 600 (3,8 % ), ficaram com a cidadania britânica.

Marroquinos, albaneses, indianos, turcos, romenos, paquistaneses, polacos e brasileiros representavam 34% dos novos europeus.

Britânicos duplicaram nacionalidade estrangeira

Já os Estados membros que atribuíram mais nacionalidades, a Roménia está em primeiro lugar (25 000), seguindo-se a Polónia (22 000) e o Reino Unido (15 000)

Entre os comunitários, o Reino Unido está em primeiro lugar nas atribuições da cidadania estrangeira aos seus cidadãos, duplicando os valores: passou de 6 556 em 2016 para 14 911 em 2017 (mais 127 %).

A maior taxa de naturalizações em comparação com a população estrangeira foi registada na Suécia (8,2 cidadanias concedidas por cada 100 residentes estrangeiros), Roménia (5.9) e Finlândia (5.0), seguidos de Portugal (4.5), Grécia (4.2) e Chipre (3.9).

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