Lagoa tem apenas um metro de água, mas agora é preciso retirar as pedras

Encontram-se no terreno 110 operacionais apoiados por 52 veículos.

É um avanço na procura do corpo do segundo trabalhador que foi levado no aluimento da pedreira de Borba. As quatro bombas de água, habilitadas a drenar cerca de 700 mil litros por hora, que são encaminhados para uma ribeira próxima, deixaram este sábado, a lagoa mais pequena com cerca de um metro de profundidade de água e caudal estabilizado, o que deverá facilitar as operações de resgate.

Os trabalhos vão agora centrar-se na remoção dos grandes blocos de pedra na zona onde os cães pisteiros sinalizaram a presença do corpo de João Xavier, o trabalhador da pedreira que estava com o colega Gualdino Pita (o primeiro corpo a ser resgatado tendo sido já sepultado), a laborar com a retroescavadora a meio da escarpa, quando o talude aluiu. As autoridades insistem que o cadáver está numa zona de difícil acesso.

"Vamos continuar a fazer a desobstrução junto à máquina", disse ao princípio da noite o comandante distrital de Operações de Socorro de Évora, José Ribeiro, referindo-se à retroescavadora, mantendo-se os trabalhos de remoção dos escombros com recurso a uma grua e uma máquina giratória até às 22.00 horas. Enquanto alguns blocos de pedra são retirados cuidadosamente outros são partidos pelas máquinas.

Amanhã, domingo, logo pelas 08.00 horas, as equipas voltam a fazer o mesmo trabalho, numa altura em que o volume de água e pedra que já foi retirado em três dias "demoraria certamente meses", sublinha José Ribeiro, sem a ajuda do equipamento que está no terreno, havendo máquinas, tubagens e até mão-de-obra que estão a ser cedidas gratuitamente pelos industriais da zona em solidariedade com os familiares das vítimas que desesperam por notícias. As dificuldades aumentam na lagoa grande, onde o recurso ao sonar e a mergulhadores continua sem resultados, sendo avançado pelas autoridades que não podem funcionar ambos em simultâneo, numa altura em que se receia que a chuva volte a cair no Alentejo. Um cenário que poderá agravar as dificuldades dos operacionais, uma vez que a encosta continua bastante instável, podendo ocorrer novos aluimentos que iriam ameaçar a integridade física dos elementos das equipas de regaste.

José Ribeiro revelou ao início da noite que continua sem haver qualquer sinal de viaturas no fundo do poço, assumindo que, ao sexto dia após a tragédia, vai sendo cada vez consolida a ideia de que haverá dois automóveis e três vítimas mortais na lagoa de maiores dimensões.

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