"Bombeiros estão disponíveis para uma lei que contemple as suas propostas"

Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, garante 84% das corporações aderiram ao bloqueio à informação dos respetivos Centros Distritais de Operações de Socorro, os CDOS

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Jaime Marta Soares, anunciou que 84% dos corpos de bombeiros não estão a informar das suas operações de socorro o respetivo Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS).

Em conferência de imprensa esta tarde, Jaime Marta Soares defendeu que "o poder político deve aceitar as propostas de quem está no terreno, que são os bombeiros" e manifestou abertura para negociações com o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

"Há disponibilidade dos bombeiros para que se façam leis compatíveis com as teses que defendemos", afirmou o presidente da Liga.

O boicote da maioria dos bombeiros, que desde domingo deixaram de reportar as suas operações de socorro ao respetivo CDOS, é promovido pela LPB, que no último sábado, 8 de dezembro, decidiu também abandonar a estrutura da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

A decisão foi tomada em protesto contra a proposta do governo da nova lei orgânica da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), que passa a chamar-se Autoridade Nacional de Emergências e Proteção Civil, e que não contempla nenhuma das ideias apresentadas pela Liga dos Bombeiros Portugueses, segundo a própria Liga.

A lei está nesta altura em consulta pública.

No essencial, a LPB defende uma "direção nacional de bombeiros, autónoma independente e com orçamento próprio", um comando autónomo e um cartão social do bombeiro.

O mal-estar entre a Liga e o governo não é de agora, mas a aprovação da nova lei orgânica da Autoridade de Proteção Civil no Conselho de Ministros de 25 de outubro último veio azedar ainda mais as coisas.

O protesto dos bombeiros está a preocupar várias instituições e observadores e, no último domingo, 9 de dezembro, o ministro Eduardo Cabrita qualificou como "absolutamente irresponsável" a decisão da Liga dos Bombeiros Portugueses de "suspender toda a informação operacional" aos comandos distritais da Proteção Civil.

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