Boletins para voto antecipado insuficientes em vários locais no estrangeiro

O gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas explica que a escassez ocorreu devido à falta de previsão sobre quantos cidadãos iriam exercer antecipadamente o seu voto, acrescentando que "a legislação não obriga a qualquer inscrição prévia para este efeito". Votações ocorreram até esta quinta-feira em 73 países.

Os boletins para votar antecipadamente no estrangeiro nas eleições legislativas não foram suficientes em vários locais, como Barcelona, Pequim ou Maputo, disse esta quinta-feira à Lusa fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.

O gabinete do secretário de Estado confirmou que os votos não foram suficientes em Barcelona, Seul, Pequim, Berlim, Budapeste, Zagreb, Bogotá e Maputo.

"Confirmamos que se verificou, no dia de hoje, falta de boletins de voto referentes ao círculo eleitoral de Lisboa no Consulado-Geral de Portugal em Barcelona. O Consulado-Geral de Portugal em Barcelona recebeu 30 boletins de voto referentes a cada um dos 20 círculos eleitorais existentes em território nacional, o que representou um total de 600 boletins", explicou.

Casos idênticos ocorreram noutros locais. "Também temos informação de que os votos não foram suficientes em Pequim, Berlim, Budapeste, Zagreb, Bogotá e Maputo", explicou, tendo ocorrido uma situação idêntica na Embaixada de Portugal em Seul, na Coreia do Sul, também referente ao círculo eleitoral de Lisboa.

Segundo a mesma fonte, a escassez de boletins de voto deveu-se à dificuldade em prever, com exatidão e antecedência, "o número de cidadãos que ali se deslocariam para procurar exercer o seu direito de voto", dado que "a legislação não obriga a qualquer inscrição prévia para este efeito".

De acordo com o gabinete do secretário de Estado, "estas pessoas estão recenseadas em Portugal, pelo que ainda podem votar este fim de semana, se solicitarem voto antecipado, ou no dia das eleições se não fizerem nada". "Em ambos os casos só poderão votar em Portugal (no dia das eleições no seu distrito; se votarem por antecipação podem escolher o distrito)", acrescenta.

Nas últimas eleições, as europeias, em maio, foram remetidos 15 885 boletins e votaram 1242 eleitores, dos quais 398 militares em missões.

"Em 2019 para a Assembleia da República foram enviados para todo o mundo cerca de 50 mil boletins", frisou. Esta situação está relacionada com o voto antecipado para cidadãos recenseados em Portugal, que se encontram deslocados no estrangeiro no dia da eleição.

A votação decorreu entre terça-feira, dia 24, e esta quinta-feira em 115 representações consulares e diplomáticas portuguesas situadas em 73 países.

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