As dicas da DECO para poupar nas contas de luz, gás e água

Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) sugere medidas personalizadas para maximizar a poupança

Depois de terem sido chumbadas no parlamento as várias propostas para a redução do IVA da eletricidade na aprovação do Orçamento de Estado para 2020, a DECO sugeriu várias dezenas medidas personalizadas para poupar nas contas de luz, água e gás.

A saber:

Desligar os equipamentos da corrente. Não os deixar em stand-by. Utilização de extensões elétricas com corte de corrente é solução a ponderar. Estas medidas simples valem 55 euros de poupança por ano.

Substituir os eletrodomésticos antigos e energeticamente ineficientes.

Verificar se o perfil de consumo elétrico (no período diurno) é compatível com o perfil de produção de um sistema fotovoltaico para autoconsumo. Por exemplo, na zona centro, dois painéis fotovoltaicos podem proporcionar uma poupança de 184 euros.

Certificar que as tubagens de distribuição de água quente continuam a ter um bom isolamento.

Para águas quentes sanitárias, manter o regulador de temperatura do aparelho na posição Eco ou na temperatura mais próxima possível da usada na torneira. Com este gesto obtém uma poupança média de 41 euros por ano.

Instalar redutores de caudal nas torneiras e cabeças de chuveiro certificadas pela ANQIP (Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais).

Evitar ao máximo fugas e torneiras a pingar. Prefira o uso de duche, em vez do banho de imersão.

Ponderar a instalação de sistemas de produção de água quente sanitária baseados em energias renováveis (solar térmico, bomba de calor ou caldeira a biomassa, por exemplo).

No inverno, aproveitar o sol, abrindo as cortinas e/ou estores das janelas durante o dia, e fechá-los à noite. No verão, fechar as cortinas e/ou estores das janelas durante o dia e abrir as janelas à noite para arrefecer a casa.

Reforçar o isolamento das paredes e dos pavimentos.

Se for necessário, instalar sistemas de climatização baseados em energias renováveis (ar condicionado e salamandra a pellets, por exemplo).

Considerar utilizar transportes públicos em vez da viatura privada. Ponderar outras formas de mobilidade partilhada (carsharing, trotinetes e bicicletas...). Considerar a adoção de uma viatura híbrida ou com combustíveis alternativos (GPL). Verifique se o carro elétrico é compatível com os percursos normalmente efetuados.

Promover a renovação do ar da casa todos os dias.

Fazer uma descongelação regular do frigorífico e congelador.

Lavar a roupa a baixas temperaturas.

Utilizar o programa ECO da máquina da loiça e a baixa temperatura.

Secar a roupa no estendal. Caso utilize um secador, escolha um modelo com bomba de calor e dobre-a assim que o programa acaba.

Regular o termóstato dos equipamentos para o mínimo. Evitar utilizações prolongadas e desligá-los quando sair da divisão.

Instalar portas e janelas energeticamente eficientes.

Com lareira aberta, guardar a lenha em local seco, deixar de alimentar a lareira uma hora antes de se deitar, instalar um recuperador de calor, assegurar uma ventilação eficaz e correta e efetuar as devidas manutenções à chaminé.

Com aquecimento central, verificar se o termóstato está no modo de inverno e regulá-lo à medida das necessidades, mantendo a temperatura da caldeira o mais baixa possível.

Fechar os radiadores nas divisões que não usa.

Avaliar a eficiência da caldeira. Se for necessário, instalar sistemas baseados em energias renováveis (caldeira a pellets, por exemplo). No estudo da DECO, foi calculada uma poupança máxima de 464 euros por ano.

Purgar o circuito dos radiadores anualmente, um equipamento que requer uma manutenção eficaz e correta.

Com lareira com recuperador de calor, guardar a lenha em local seco, deixar de alimentar o equipamento uma hora antes de se deitar, não o deixar ligado durante a noite e assegurar uma ventilação eficaz e correta e efetuar as devidas manutenções à chaminé.

Com ar condicionado, escolher a temperatura certa no inverno: 20 ou 21ºC. No verão, regule para 24 ou 25ºC. E evite o stand-by, desligando o equipamento da corrente nos períodos longos de não utilização. Certifique-se de que são feitas manutenções regulares. Adotar estes cuidados resulta em 36 euros de poupança por ano.

Estes conselhos deixados pela DECO surgem na sequência do programa CLEAR 2.0, que ajudou 24 famílias a poupar na fatura energética, tendo concluído que "o potencial de poupança mais elevado é no aquecimento central".

Foi registada uma poupança anual entre 19 e 503 euros entre as famílias que participaram no projeto, financiado por fundos comunitários (Programa Horizonte 2020), que promove a adoção de fontes de energias renováveis como a melhor via para a poupança energética e ambiental.

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