Podemos dormir descansados

Porque a segurança tem sido tema nacional, por regra, os portugueses e outros cidadãos do mundo que por cá passam ou vivem podem dormir descansados. Segundo o Global Peace Index, Portugal é o 3º país mais seguro do mundo.

Foi com grande sentido de responsabilidade e firmeza que Fernando Medina pediu desculpa aos lisboetas e aos portugueses, no passado dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. O autarca de Lisboa fê-lo devido a uma falha grave que levou à divulgação de dados pessoais dos organizadores de uma manifestação. Ficámos a saber que se trata de um procedimento com anos, administrativo e burocrático, e que não pode voltar a acontecer.

Portanto, eu, os lisboetas, os portugueses e todos os que escolheram Portugal e Lisboa como a sua "casa", teremos de confiar na dedicação e seriedade do Presidente da Câmara de Lisboa. Se foi dito que todas as responsabilidades estão a ser apuradas, que o processo vai ser alterado e que não haverá espaço no futuro para falhas da mesma natureza, é porque assim será. Brevemente conheceremos o resultado da investigação e as futuras modificações processuais.

Não obstante a preocupação expressada com o assunto em epígrafe, espantou-me a forma como o mesmo foi alvo de tamanha cobertura mediática. Será que a aproximação da silly season e das eleições autárquicas foram motivadores mais fortes do que o tema em si? Confesso um certo sentimento romanceado perante o que vi e li. Será que Lisboa se tornou num palco de espiões?

Alguém consegue acreditar que os Serviços Secretos Internacionais estão dependentes da informação prestada por uma autarquia para conhecer a identidade de organizadores de manifestações em Portugal?

Certas vozes denotaram excessiva inflamação. Pediu-se "sangue" com muita exasperação.
Reitero: é grave e preocupante o que se passou. Mas, com o devido enquadramento, não o é menos a tentativa descarada e desesperada de aproveitamento político, num formato que afasta as Pessoas da política. Os portugueses não esquecerão nem perdoarão esta espécie de necrofagia oportunista. Para um candidato que afirmou, hoje sabe-se falsamente, que iria "fazer campanha pela positiva", não poderia ser mais antagónico nas suas atitudes.

Para terminar, congratulo o candidato da frente de (meia) direita. Conseguiu através de uma falha nos serviços da CML apresentar a sua primeira ideia aos lisboetas: a demissão do Presidente da Câmara. O deserto de ideias continua a assolar a oposição.

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