Premium A China leva a melhor sobre a Alemanha

Berlim está a pagar pelas suas opções políticas na redução da dívida do setor público

Provavelmente, a maior questão geopolítica para a UE atualmente, e especialmente para a Alemanha, são as relações futuras com a China. Na semana passada, uma revista alemã de negócios informou que um alto funcionário da chancelaria de Angela Merkel havia visitado a China para explorar as possibilidades de um acordo de não espionagem. Tais acordos geralmente não valem o papel em que estão escritos. O contexto desta visita foi a proposta da Huawei, fabricante chinês de equipamentos de telecomunicações, para a quinta geração de licenças móveis na Alemanha (sobre a qual uma decisão está prevista para este mês). Um acordo de não espionagem permitiria à Alemanha fingir que afinal a China não constitui uma ameaça à segurança.

A relação económica entre os dois países é interessante. A Alemanha é ambivalente em relação à China. Precisa de tecnologia chinesa, como a da Huawei. As operadoras de comunicações móveis da Alemanha estão particularmente interessadas na proposta de 5G da Huawei porque já usam o hardware da empresa chinesa nas suas redes.

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