A magia da arrumação é mais fácil na TV

A organização de caridade australiana Lifeline anunciou nesta semana que cerca de metade das suas lojas (há
mais de quarenta centros) não estão a aceitar doações, visto estarem no máximo da sua capacidade. Nos EUA,
os estabelecimentos de artigos em segunda mão também relatam um aumento das ofertas. A culpa não será do espírito natalício, mas de uma japonesa que entrou a 1 de janeiro nos lares de todo o mundo que têm Netflix.

Há anos que Marie Kondo ensina os seguidores do seu método (conhecido como KonMari) a organizar a casa e a dar valor aos itens que os fazem felizes - ou, como ela diz, spark joy. E a deitar fora (ou doar) todos os outros: depois de um arigato para agradecer por tudo o que fizeram por nós.

O livro Arrume a Sua Casa, Arrume a Sua Vida (editado em Portugal pela Pergaminho) foi publicado no Japão em 2011 e, quatro anos depois, quando já era um bestseller nos EUA e na Europa, Marie Kondo foi nomeada uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time.

No primeiro dia de 2019, quando muitos de nós ainda estavam empolgados com as resoluções do Ano Novo, estreou-se na plataforma da Netflix a sua série documental: A Magia da Arrumação.

Ao longo de oito episódios, a guru da arrumação entra em oito casas californianas e revela aos proprietários os seus segredos. No final, ficam não apenas com as gavetas perfeitamente organizada (desde a roupa dobrada em retângulos e colocada nas gavetas na vertical, para ser facilmente visível, até aos utensílios de cozinha), mas também com a vida arrumada.

Dito isto, é mais fácil ver os oito episódios seguidos da série do que ter a coragem de dar o primeiro passo e fazer uma pilha com toda a roupa em cima da cama. Mas, no mínimo, a série deve servir para pensarmos naquilo que acumulamos e nas escolhas que queremos fazer no futuro.

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