Que nação queremos ser?

O que queremos e o que podemos ser enquanto país? Uma startup nation? Uma green nation? Uma innovative nation? Ontem, a secretária de Estado do Turismo afirmou querer tornar Portugal um exemplo na inovação turística e um destino económica e ambientalmente sustentável.

A governante falava no fórum do Turismo de Cascais e sublinhou que o país deve "estar orgulhoso da qualidade da sua oferta turística e dos resultados alcançados", mas que "é necessário "manter a fasquia elevada". A mesma fasquia terá de ser mantida lá em cima em matéria ambiental. Se nos transformarmos numa green nation conseguiremos ter o melhor turismo, mas também iremos atrair novos e melhores investidores e novos talentos, que valorizam um país cujo posicionamento segue esse sentido, em vez de um país que ainda se gaba - e as estatísticas comprovam-no - de ter salários baixos.

Ser ambientalmente sustentável e ser um país exemplar em matéria de inovação, como almeja a governante Ana Mendes Godinho, ajudará ao reforço do ecossistema das startups. Neste habitat ouvimos frequentemente falar na necessidade de Portugal se tornar uma startup nation. Um país que sabe acolher, desenvolver e expandir startups, um país que impulsiona o capital de risco e os investidores nacionais e internacionais que, arriscando e inovando, vão construindo um país melhor, com mais saídas e com mais emprego qualificado.

Se o país apostar nestes três grandes eixos - startup, green e innovative - tem mais futuro e, acima de tudo, transmite mais esperança às gerações vindouras. Tem mais para oferecer aos trabalhadores, aos empresários, aos consumidores, aos turistas e aos nossos atuais e futuros filhos.

Esta espécie de milagre económico e financeiro a que temos assistido em Portugal só se tornará um milagre sustentável se definirmos uma estratégia para o país com compromissos de médio e longo prazo. Um plano que tenha em conta a diferenciação da nação face aos concorrentes, sempre atentos a qualquer debilidade no turismo, na inovação ou nas startups para se candidatarem a projetos que estão cá mas que podem partir para outras paragens, como a Web Summit.

Que nação queremos ser?

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.