Premium Cristina Ferreira mete nojo?

Quando há 30 e tal anos comecei a escrever em jornais encontrei nas redações da imprensa, da rádio e da televisão desse tempo vários jornalistas, escritores e cronistas, homens e mulheres, relevantes, influentes, poderosos, que se orgulhavam de, em alguma altura da sua carreira, terem escrito para publicações populares e femininas da época.

Muitos jornalistas explicavam que, 10 ou 20 anos antes, durante o Estado Novo, o facto de terem escrito para campeãs de audiências de então, como as revistas "Moda e Bordados" ou "Crónica Feminina", lhes tinha ajudado a garantir trabalho extra e uma fonte de rendimento que era (sobretudo para intelectuais rotulados como "comunistas") difícil de garantir na imprensa diária. E várias jornalistas mulheres, num mundo profissional extremamente machista, simplesmente não encontravam emprego noutro sítio.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.