Esta vai ser uma noite longa para o PSD

Bastam os estudos realizados ao longo do dia à boca das urnas para tirarmos algumas conclusões prévias destas eleições.

A confiar nas projeções reveladas pelas televisões às 20:00, o PSD prepara-se para uma noite humilhante em Lisboa. Duas das três sondagens colocam Teresa Leal Coelho atrás de João Ferreira, ou seja, deixam o PSD atrás da CDU e como quarta força política na capital. No Porto, Álvaro Almeida arrisca-se a ficar abaixo dos 10%. Pedro Passos Coelho vai ser, certamente, obrigado a acelerar o processo de marcação do congresso para os mínimos permitidos pelos estatutos e não vejo como possa evitar uma crescente onda de contestação interna. Se é certo que hoje ainda domina a máquina do partido, as bases que garantem votos em eleições diretas e, logo, as lideranças; também é verdade que será quase certo que, depois desta noite, essas mesmas bases comecem a quebrar elos de lealdade movidas por uma dúvida legítima: "com este, assim, não vamos lá".

Outra certeza é a afirmação de Assunção Cristas enquanto líder do CDS/PP e a entrada definitiva de Paulo Portas para a galeria dos antigos líderes. A confirmaram-se os dados das sondagens, Assunção consegue um resultado absolutamente histórico na capital, está confortavelmente nos dois dígitos e pode ultrapassar os 20%. Em 2001, Paulo Portas não passou dos 7,55%

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