Sic Transit Gloria Mundi

Na edição online do DN fico a saber que 13% do PIB nacional está nas mãos de apenas 45 milionários. Ao regressar a casa da pastelaria passo por uma loja difícil de catalogar (móveis, peças de electrodomésticos, coisas velhas que ainda não são antigas) e vejo na montra um letreiro bizarro: "Vendemos barato porque isto vai acabar."

Há dias em que a sorte conjura para nos fazer pensar. Afinal, se tudo isto tem um fim, porque vivem uns acumulando riquezas como se as pudessem aplicar em condomínios extra-terrenos enquanto outros abrem as mãos pródigas, semeando ao vento o que não querem ou não podem carregar?

Quem souber que responda, eu vou ali à loja comprar um abat-jour porque isto vai acabar.

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João Almeida Moreira

DN+ Cadê o Dr. Bumbum?

Por misturar na peça Amphitruo deuses, e os seus dramas divinos, e escravos, e as suas terrenas preocupações, o dramaturgo Titus Plautus usou pela primeira vez na história, uns 200 anos antes de Cristo, a expressão "tragicomédia". O Brasil quotidiano é um exemplo vivo do género iniciado por Plautus por juntar o sagrado, a ténue linha entre a vida e a morte, à farsa, na forma das suas personagens reais e fantásticas ao mesmo tempo. Eis um exemplo.