Tiro ao alvo

1 E Agosto nunca mais acaba, pensarão os programadores dos canais generalistas. Com 25 dias contabilizados pela Marktest, os canais de cabo e IPTV, todos juntos, não param de aumentar a sua distância em relação à TVI, SIC e RTP1. O conjunto de canais temáticos já vai com 30% de quota de mercado, mais quatro pontos do que no mês passado. Um crescimento feito à custa dos privados: a TVI, que teve 24,7 em Julho, está agora abaixo dos 23%, mesmo com o início da época futebolística, enquanto a SIC, que registou 23,7 há um mês, não deverá fechar Agosto muito acima dos 21 pontos. Mesmo a RTP1, que teve a Volta a Portugal, os jogos das selecções (o particular com o Luxemburgo e o Mundial de sub-20), a Liga dos Campeões e a Supertaça Europeia, deverá ter um crescimento inferior a um ponto percentual.

Bem me podem dizer que a culpa é do Verão. Mas não só. Verão há todos os anos...

2 Fernanda de Oliveira Ribeiro teve toda a razão, quando no Primeiro Jornal de quinta- -feira disse: "Já assistimos a muitas reportagens de guerra da repórter Cândida Pinto, mas nunca, como hoje, a uma em que o perigo esteve tão próximo."

A pivô acabava de intervir depois do directo de Cândida, na Líbia, deitada no chão, a proteger-se de um tiroteio contra o hotel onde estão instalados os jornalistas.

Durante dois minutos, Cândida Pinto esteve de cócoras, de joelhos e deitada. Os tiros vinham de trás, podiam atingi-la a qualquer momento. Mas nem assim a experiente repórter da SIC vacilou. Não se lhe sentiu a voz a fugir, não se lhe vislumbrou uma pontinha de medo. Nada. O sangue-frio de Cândida Pinto é bem conhecido. É também isso que faz dela o que é.

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