'Paparazzi'? Esqueça!

Esqueça tudo o que leu sobre paparazzi, aqueles profissionais que passam a vida atrás das figuras públicas para fotografá-las para jornais e revistas de sociedade. Esqueça tudo o que lhe contaram. Ou esqueça mesmo o que ouviu de alguns famosos portugueses, mais indignados com o jogo do gato e do rato. Esqueça. Em Portugal não há paparazzi. Há fotógrafos que fazem as ditas fotos, é certo. Há, é verdade, uma imprensa que se especializou em celebridades. E não é mentira também que é essa imprensa que apresenta melhores resultados de vendas, imune à crise que tem dizimado a indústria.

Mas, sejamos claros, paparazzi paparazzi, daqueles à séria, não há em Portugal. Porque não há dinheiro, porque não há mercado, porque não há estrelas à medida de Hollywood ou de Saint Tropez.

Ainda esta semana, Paulo Salvador apresentou na TVI24 a reportagem Paparazzi: Os Tubarões na Rivieira no seu excelente programa Observatório do Mundo, por onde têm passado, aliás, magníficos trabalhos internacionais.

Na reportagem desta semana (acessível seguramente na Internet ou que até poderá ser repetida um destes dias no canal informativo) é possível perceber a real dimensão do nosso mercado. Nós não temos festas como as de Cannes, nós não temos estrelas como aquelas, nem ricos que se regam com champanhe no convés de um iate em alto-mar. Nós não temos fotógrafos que gastam 30 mil euros num robô que sobrevoa as propriedades para tirar fotografias indiscretas. Nós não temos profissionais que compram barcos para poderem navegar à vista junto das celebridades. Nem temos directores de revistas que paguem 30 mil euros por uma foto.

Por cá, somos um país de brandos costumes. A culpa é do dinheiro. Ou da falta dele.

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