Diferenças que se notam

1. João Manzarra cresceu muito nos últimos anos. Lembro-me do arranque dele na SIC generalista e de ter achado que era piadético de mais. "Mais um que acha que ser apresentador é fazer umas caretas e dizer umas larachas", pensei na altura. Não creio que tenha sido precipitado à época. O que acho é que do Manzarra de 2007/08, nas marchas populares, nos beijinhos do SIC ao Vivo e, claro, do Curto Circuito, para o Manzarra de 2011 vai uma grande diferença. No Ídolos ganhou calo, no Achas Que Sabes Dançar consolidou essa caminhada e hoje Manzarra, para um certo tipo de entretenimento, é uma mais-valia clara da SIC. Mesmo num programa desinteressante como Chamar a Música, Manzarra consegue dar graça ao formato. E continua, talvez surpreendentemente, a liderar as noites de domingo.

2. À excepção de domingo, por causa de Marcelo Rebelo de Sousa, o Telejornal continua a ser a marca de informação preferida pelos portugueses. As audiências provam-no. De segunda a sábado, é o telediário da RTP1 que vence quase todos os dias. Até pode haver dias em que isso não acontece, claro, mas esta é a regra. A preferência dos espectadores é reflexo de um trabalho de anos, de um hábito que se enraizou há muito, que nem as recentes mudanças de José Alberto Carvalho e Judite Sousa para a TVI vieram alterar. Mas há mais. A RTP beneficia ainda de uma diferença fundamental no alinhamento da sua emissão. Enquanto SIC e TVI, com 12 minutos de publicidade para aviar em cada hora, são obrigadas a fazer intervalos prolongados, a RTP1 reserva o seu menor caudal publicitário para os últimos minutos do Telejornal.

Resultado: menos zapping, mais fidelização.

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