A vitória dos tostões

1. Daniel Oliveira voltou sábado a assinar uma entrevista de excepção com Carla Andrino. É quase um lugar-comum dizer isto, mas é justo que se repita. De mansinho, Alta Definição tornou-se no melhor programa de entrevistas de entretenimento da televisão portuguesa. Mérito total de quem faz as perguntas, claro, mas também de quem 'pensa' o programa: os ambientes, a montagem, a edição final. No caso do magazine da SIC, é uma e a mesma pessoa: Daniel Oliveira. Com uma média de 700 mil espectadores semanais nas 34 emissões já exibidas este ano, Alta Definição é o único programa de entretenimento que se intromete regularmente no campeonato das audiências disputado pelos programas de prime time. E com um orçamento incomensuravelmente inferior.

Daniel Oliveira é o "inimigo público" de qualquer produtor de televisão. E simultaneamente "o menino querido" de qualquer responsável de programação. Ele prova que é possível fazer televisão com meia dúzia de tostões. E boa televisão...

2. Fica a confissão: não morro de amores por revista à portuguesa. Adoro teatro e vejo quase tudo o que é levado à cena nos principais teatros de Lisboa. Talvez seja precisamente por isso que não morra de amores pela revista. Acho aquelas piadas de assimilação fácil mas sem qualquer graça. Acho os textos, na maior parte dos casos, deploráveis, as representações a roçar o medíocre, as encenações paupérrimas. Percebo, contudo, o seu sucesso. E aplaudo a aposta da TVI para as tardes de sábado. Ainda esta semana, Piratada à Portuguesa, que já tinha sido exibida pelo canal, liderou toda a tarde. É um esforço importante. Pena que seja uma privada a fazê-lo.

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