Rainha conheceu mais presidentes americanos do que Fidel. Com Trump são já...

Isabel II encontrou-se agora pela segunda vez com Donald Trump e o mínimo que se pode dizer é que a vida de rainha a preparou bem para lidar com presidentes americanos. Conheceu pessoalmente 12, incluindo Harry Truman quando ainda era princesa. E pode gabar-se de ter dançado com Gerald Ford e até andado a cavalo com Ronald Reagan, como mostram fotos de época tiradas em 1982 no castelo de Windsor. Curiosamente, a monarca britânica nunca se encontrou com Lyndon Johnson, presidente entre 1963 e 1969.

Até Fidel Castro morrer, há quase três anos, costumava dizer-se para sublinhar a sua longevidade política que o líder cubano conhecera uma dezena de presidentes americanos. Na realidade, lidara com eles, mas não eram visitas lá de casa. Jimmy Carter chegou a encontrar-se com Fidel, mas já muito depois de ter deixado a Casa Branca. E quando Barack Obama fez a histórica visita a Cuba, em março de 2016, o encontro oficial foi com Raul Castro, irmão e sucessor de um Fidel já muito doente. E ao contrário de Marcelo Rebelo de Sousa, que visitou a ilha meses depois, Obama não tirou sequer a costumeira foto com Fidel, envelhecido e vestido de fato de treino.

Já rainha, foi com Eisenhower que Isabel II primeiro teve de lidar na Casa Branca. Em outubro de 1957, a monarca britânica foi em viagem aos Estados Unidos, oito meses depois de ter vindo a Portugal, com o presidente Craveiro Lopes a recebê-la de chapéu bicórneo no Cais das Colunas, em Lisboa, como ficou imortalizada a cena pelo fotógrafo do DN.

Se Craveiro Lopes representava o mais antigo aliado, tudo graças a um tratado que vem do século XIV, Eisenhower era a memória viva do aliado que na Segunda Guerra Mundial viera em socorro do Reino Unido. Antes de chegar à presidência, Eisenhower fora o general que comandara o Dia D, operação de desembarque na Normandia decisiva para a derrota nazi e que faz amanhã 75 anos.

Trump, no seu estilo muito pessoal, lembrou agora os laços entre as duas grandes potências anglo-saxónicas e não perdeu a oportunidade para prometer o melhor do mundo na relação transatlântica assim que os britânicos concretizarem o Brexit.

Já Isabel II, que não pode tomar posições políticas, fez questão de mostrar ao presidente americano fotos da visita do pai, Jorge VI, aos Estados Unidos e ofereceu-lhe um livro sobre a Segunda Guerra Mundial escrito por Winston Churchill, que, além de ter sido o primeiro-ministro que liderou o Reino Unido nesses anos terríveis, era meio americano.

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