12 meses a viver de autoajuda

Janeiro de 2014. Marianne Power, escritora freelancer, então com 36 anos, tinha um emprego, roupas bonitas, bons amigos. Uma vida aparentemente estável. Mas «estava infeliz». Bebia demasiado, passava muito tempo agarrada à televisão e estava constantemente endividada, enquanto os amigos casavam-se, tinham filhos, compravam casas. Numa noite, ao ler um livro de autoajuda, teve uma ideia: «Tinha lido muitos livros de autoajuda ao longo dos anos, mas nunca tinha feito nada do que eles me diziam para fazer. Em vez disso, imaginava como seria a minha se me levantasse para fazer yoga às cinco da manhã, se escrevesse um diário, ou se fosse mais positiva.

Então, tive a ideia de passar um ano inteiro a viver de autoajuda.» Marianne, filha de pais irlandeses a viver em Londres, traçou um plano: ler um livro de autoajuda por mês durante um ano e, no final, ser uma «pessoa perfeita». Entre os 12 escolhidos constam títulos como Apesar do Medo, O Segredo, Os 7 Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes e O Poder do agora. Foram 12 meses de desafios seguidos à risca. Marianne ficou nua em público (serviu de modelo numa aula de arte), fez stand-up comedy, saltou de um avião, meteu conversa com estranhos no metro, fez test drives em carros de sonho. Passou um mês a tentar ser rejeitada, pondo em prática a terapia da rejeição.

Meditava e olhava para o espelho repetindo frases como «Eu amo-me a aprovo-me». E chegou a uma conclusão: os livros de autoajuda facilitam a reflexão sobre o que está mal e precisa de ser resolvido. «Mas a verdadeira mudança acontece quando trabalhas com outras pessoas - quando estabeleces conexões, partilhas os teus medos e ajudas os outros.»

Marianne já não está solteira, endividada e com a carreira estagnada. Com base na experiência, que descreveu no blogue helpmeblog.net, publicou em 2018 o livro Help Me! e tem viajado para diversos países. Também encontrou o amor. Só lhe falta, confessa, colocar o aparelho nos dentes e ter cem mil libras (110 mil euros) no banco

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Betinho

"NBA? Havia campos que tinham baldes para os jogadores vomitarem"

Nasceu em Cabo Verde (a 2 de maio de 1985), país que deixou aos 16 anos para jogar basquetebol no Barreirense. O talento levou-o até bem perto da NBA, mas foi em Espanha, Andorra e Itália que fez carreira antes de regressar ao Benfica para "festejar no fim". Internacional português desde os Sub-20, disse adeus há seleção há apenas uns meses, para se concentrar na carreira. Tem 34 anos e quer jogar mais três ou quatro ao mais alto nível.