Cristas candidata-se a não ter Passos ao lado

Geringonça é uma caranguejola que armada em engenhoca teima em andar. Ok, isso já sabemos. Agora o que falta é encontrar o nome para um calhambeque que encalha algures enquanto parte da carripana vai à conquista da Câmara de Lisboa. Ok, cá ficamos à espera do palavrão que os jornalistas vão pôr nos títulos, com a sua tanta graça e profundidade de análise.

Entretanto, Assunção Cristas candidatou-se. A pressa foi tanta que nem esperou para chegar a Sacavém (às portas da Praça do Município): ela anunciou a candidatura em Oliveira do Bairro (a 252 km de Lisboa). "PAF!", não é porque a bofetada é dada longe que não dói.

Basicamente, o que Assunção Cristas disse foi: "Candidato-me a não ter o Passos Coelho como meu parceiro." Por isso se apressou, não fosse o outro atrelar-se. O coiso (aqui eu poria o tal palavrão se já tivesse sido inventado), o coiso já de si arrasta-se - ser obrigado a levar um peso morto passaria a penoso.

Daí Cristas ter-se desligado da coligação de direita - como uma roda que se põe a andar sozinha estrada fora depois do choque da carripana. Carlos Carreiras, o coordenador autárquico do PSD, desejou ironicamente boa a sorte à futura "vereadora". Ironia à parte, é claro que para Cristas, antes ser vereadora do que ficar a ver navios.

Conclusão: o CDS concorre sozinho para medir forças com o PSD e, nesse confronto, sair a ganhar alguma coisa nas autárquicas. Prefere isso a concorrer coligado com o PSD e terem ambos uma derrota certa. Não se sabe o que vai acontecer no outono de 2017, mas que foi isso que, neste fim de verão, determinou a decisão do CDS, foi.