Antibióticos chegam para Hillary?

Há muitos anos, França e a Prússia tinham um contencioso. França fez uma exigência que o chanceler prussiano Bismarck levou às termas de Ems, onde estava o rei da Prússia. Este, que queria a paz, aceitou a reclamação, acrescentando que "não havia mais nada a dizer". Bismarck, que queria a guerra, mandou um telegrama às agências noticiosas, dizendo somente que o rei da Prússia "não tinha mais nada a dizer". Frase que, isolada, irritou os franceses. O telegrama ficaria célebre como "o despacho d" Ems", que foi o pretexto para a guerra franco-prussiana de 1870, que levou à I Guerra Mundial, que levou à II Guerra Mundial... Os despachos, telegramas ou boletins - notícias demasiado concisas - podem ser perniciosos. Onde nos levará o boletim clínico de Hillary Clinton? Ando há dois dias preocupado com uma pneumonia que pode ser curada com antibióticos. Mas, como perguntou um antigo conselheiro de Obama, David Axelrod: "E qual é a cura para a tão pouco saudável tendência para a privacidade que, demasiado repetida, cria desnecessários problemas?" Isso na melhor das hipóteses, que é a de não haver nada a esconder na saúde de Clinton... A haver, para lá da questão pessoal, é de perguntar: "É grave, doutor?" Gravíssimo, a paciente América pode entrar em colapso. Bactérias e parasitas, os agentes infecciosos da doença trumpite, podem causar um surto epidémico. A partir de 270 votos eleitorais, há maioria absoluta de riscos de morte.

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