A trampa que pensou que sou Trump

Hoje, alguém me tomou por Donald Trump, vocês sabem aquele boquirrota com alcatifa na testa. Enganou-se. Sou galopantemente careca assumido e falo dos outros com respeito. Exceto quando o perco, o respeito. Como é o caso com o canalha que insultou um homem sério entrando na caixa de comentários da minha crónica de hoje ("Ah, já sabiam? E não fizeram um escândalo?!").

Ontem à noite, Donald Trump estava em campanha numa cidade de New Hampshire. De repente, do palco, disse: "Ela acaba de dizer uma coisa terrível!", e apontou para uma mulher que na sala havia gritado. "Sabem o que ela disse?", perguntou à multidão. E provocou a tal mulher: "Grite mais alto porque não quero ser eu a dizer!"

Até os fãs de Trump têm algum pudor e, por vezes, não gostam de descer ao nível em que ele costuma chafurdar. Protestaram, não queriam que ela falasse. Mas o candidato não queria perder a oportunidade de mais um exercício de linguagem vadia: "OK, eu proíbo-a de o dizer. Ela disse que Ted Cruz é um pussy [tradução suave: "um mariquinhas".]

Armado em rémora, um tal Diogo Mendes entrou na minha caixa de comentário e tentou lançar lama sobre um homem sério e respeitado. Este nunca precisou de ninguém que o defendesse. Eu é que preciso, pois fiz o papel de alguém que arrasta lixo atrás de si. Preciso de dizer que o que se agarrou à minha crónica decente tem tanto a ver comigo como a porcaria que por vezes se cola aos meus sapatos.

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