A loira, Pacheco e Menezes

Em 1995, no congresso da sucessão de Cavaco, Luís Filipe Menezes atacou o eixo "sulista, elitista e liberal". O erro de atacar metade do país levou à maior pateada que um partido político já deu a um dos seus e acabou com Menezes a chorar.

Quando a frase foi dita, uma câmara mostrou José Pacheco Pereira, sorrindo. Desde aí, o duelo LFM/JPP é das nossas animações políticas e tem desfecho recorrente: ganha sempre o mesmo, o que tem lastro.

Este fim-de-semana, uma surpresa. LFM deu uma entrevista ao jornal i em que diz que JPP "é a loira do PSD". E explica que ele é como a Anita Ekberg, loira sueca e actriz banal, mais recordada em La Dolce Vita do que o genial realizador Fellini e o seu colega de cena, o grande Mastroianni.

A frase é de bom marketing e a explicação esperta. A surpresa que escrevi acima não está aí: LFM foi esperto como o costume. O insólito é JPP ter-se zangado com o jornal por ele ter usado a frase "Pacheco Pereira é a loira do PSD" no título, coisa que qualquer jornal faria.

À luz do episódio, se LFM quiser passar a ganhar os duelos com JPP, proponha como arma o que este conhece pouco: jornais.

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