Repetir para garantir rentabilidade

Reagindo à notícia de que a Pixar vai fazer uma continuação de The Incredibles - Os Super-Heróis, um leitor do Cartoonbrew, o site americano especializado em animação (www.cartoonbrew.com), desabafava na caixa de comentários: "Estou farto da Pixar andar a reciclar e a reatualizar. O que aconteceu àquela linha de brilhantes conteúdos originais como Ratatouille, Wall-E e Up-Altamente?" O que aconteceu à Pixar que além de ter feito Carros 2 e Monstros - A Universidade está a trabalhar em Finding Dory, continuação de À Procura de Nemo - e tenha ou não sofrido pressão para isso da sua proprietária, a Walt Disney -, é o que está a acontecer à animação de estúdio em geral nos EUA. O modelo de produção imita o dos filmes de imagem real. Trata-se de criar um sucesso que possa replicar--se numa série de continuações e rentabilizar ao máximo em todas as vertentes do cinema os jogos de vídeo. Os bons resultados globais do simpático Rio (2011), do brasileiro Carlos Saldanha, já responsável pelos três primeiros filmes da série A Idade do Gelo, a imensamente popular e lucrativa franchise animada da 20th Century Fox (que até autonomizou a personagem do rato Scratch em três curtas-metragens e produziu um especial de televisão), deram origem a este Rio 2, em que às personagens originais se juntam novos comparsas, agora da fauna amazónica. (O primeiro filme até levou a que a Pixar cancelasse o seu Newt, que tinha um enredo parecido com o de Rio). Dentro desta lógica, estão anunciados para os próximos tempos títulos como O Panda do Kung Fu 3, Como Treinares o Teu Dragão 2 , A Idade do Gelo 5 ou Carros 3. E, apesar das continuações que tem em lista, podemos ainda contar com a Pixar para continuar a acarinhar a chama da originalidade, com projetos em curso como Inside Out, The Good Dinosaur ou Dia de los Muertos. O leitor desiludido do Cartoonbrew que se anime.

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