Prémios destes não podem ficar invisíveis

Pense-se o que se pensar destes Prémios da Academia Portuguesa de Cinema (APC), criados em tempo de crise gravíssima do sector, e sem pôr em causa as intenções e o esforço de todos os que estão por trás deles, o mérito dos galardoados ou a importância que poderão vir a ter, é inegável que há ainda muito trabalho a fazer, a começar pela divulgação e pela visibilidade. A saber: a RTP não transmitiu em direto a cerimónia de domingo à noite no São Carlos, guardando-a para a emitir em data posterior; e o acontecimento não teve o devido acompanhamento ao vivo e contínuo no mural de Facebook da APC, que se limitou a publicar a lista dos premiados no final da cerimónia (ignoro se se passou o mesmo no Twitter, porque não estou nesta rede social). Ou seja, os prémios que se quer que contribuam para a divulgação e a promoção do cinema português, e para o reconhecimento daqueles que o fazem, foram entregues em regime de quase clandestinidade e num ambiente de convívio corporativo. Ficaram invisíveis ao espectador, como sucede a muito do cinema nacional.

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