Juntos de novo, nem que seja para pagar as hipotecas

Quem é que diz que os Monty Python e o seu humor absurdo-anárquico-decapante não continuam atuais e a fazer comichão a algumas pessoas, quando ainda há regiões do mundo onde é proibida a exibição pública de A Vida de Brian na Sexta-Feira Santa (caso da Renânia do Norte-Vestfália - multa no valor de mil euros)? Em termos de humor e comédia, os Monty Python são o maior salto epistemológico do século XX, são a Revolução Francesa e a Revolução Americana juntas numa só. Há um Antes dos Monty Python e um Depois dos Monty Pyhton. Os Monty Python são mais do que nunca precisos, nesta era em que o politicamente correto ameaça sufocar tudo, incluindo o humor e a comédia. Se os grandes grupos de rock se juntam para dar megaconcertos, porque é que os Monty Python não se hão de juntar para dar um espetáculo (coxos do falecido Graham Chapman, é certo, mas ele estará lá em espírito. Se já esteve em cinzas numa urna da última vez que o grupo se juntou, no Festival de Comédia de Aspen, em 1998...).

Há 30 anos, desde O Sentido da Vida, de 1983, que os Monty Python não trabalhavam juntos, embora nestas últimas décadas tenham tido os mais variados projetos, de filmes e séries de TV, a livros e discos, individualmente ou em associações pontuais uns com os outros (caso do musical Not the Messiah (He"s a Very Naughty Boy), que juntou Eric Idle, Terry Jones, Michael Palin e Terry Gilliam). Venham interpretar sketches antigos ou material novo, os Monty Python são sempre e incomensuravelmente bem-vindos. Mesmo se, como explicou Terry Jones ontem, só se voltam a juntar porque precisam de pagar as hipotecas das casas.

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