O Paquistão deseja paz e prosperidade na região

Quaid-e-Azam Muhammad Ali Jinnah, o Fundador do Paquistão, delineando os objetivos da política externa do Paquistão declarou: "A nossa política externa é de amizade e boa vontade para com todas as nações do mundo. Não temos quaisquer desígnios agressivos contra nenhum país. Acreditamos no princípio da honestidade e do fair play nas negociações nacionais e internacionais e estamos preparados para dar o nosso maior contributo para a promoção da paz e prosperidade entre as nações do mundo. O Paquistão nunca deixará de dar apoio material e moral aos povos oprimidos e reprimidos do mundo, e de defender os princípios da Carta das Nações Unidas ".

Os sucessivos governos do Paquistão têm seguido esses princípios de ouro no estabelecimento e manutenção das relações exteriores.

Em 25 de julho de 2018, o povo do Paquistão votou a favor do partido Pakistan Tehreek-e-Insaf e Imran Khan chegou ao poder. O governo de Imran Khan deu prioridade à política de desenvolvimento socioeconómico internamente e a uma política de parcerias para paz, segurança e prosperidade no exterior. O Primeiro Ministro afirmou inequivocamente que os países, por si só, não prosperam, é a região que prospera, portanto, enfatizou a necessidade de revigorar as relações com todos os países, especialmente as de vizinhança.

É justo dizer que a amizade entre Paquistão e China é mais doce que o mel, maior que o Himalaia e mais profunda que a do oceano. São parceiros estratégicos e desempenham um papel crucial para a paz e prosperidade regionais.O Corredor Económico China-Paquistão (CPEC) sob a iniciativa chinesa Belt and Road é um exemplo gritante desta amizade. O CPEC vai multiplicar o nosso potencial geo-estratégico em força geoeconómica. O Paquistão ligará o Oriente Médio ao oeste da China, proporcionando à Ásia Central o acesso mais curto possível ao mar.

O Paquistão deseja a paz no Afeganistão. A segurança do Afeganistão tem um impacto direto sobre nossa própria segurança e estabilidade. Nos últimos dezassete anos, o Paquistão, com grande custo de vidas e recursos, vem combatendo as chamas do terrorismo. O Paquistão alojou a mais prolongada presença de refugiados dos tempos modernos: mais de 3 milhões de refugiados por mais de quatro décadas. Nós mantemos a opinião que não há solução militar para a guerra no Afeganistão e apenas um acordo negociado pode restaurar a paz no Afeganistão. O Paquistão apoia um processo de paz e reconciliação afegão liderado por afegãos. Os nossos esforços pela paz estão a ser apreciados pela comunidade internacional.

O Paquistão desfruta de permanentes relações amistosas com o Irão. Ambos os países muçulmanos vizinhos têm boas relações amistosas em todos os aspetos. O Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano foi o primeiro a visitar o Paquistão logo após a formação do novo governo e foi calorosamente recebido, o que demonstra a importância atribuída às relações entre o Paquistão e o Irão.

O Paquistão deseja ter uma relação com a Índia baseada na igualdade soberana e no respeito mútuo. Procuramos a resolução de controvérsias através de um diálogo sério e abrangente que compreenda todos os assuntos preocupantes. O Paquistão ofereceu à Índia a possibilidade de realizar reuniões bilaterais entre os dois Ministros dos Negócios Estrangeiros, à margem da 73ª Sessão da AGNU, mas a Índia cancelou o diálogo no último momento. Consideramos que o diálogo e a diplomacia são as únicas formas de abordar questões de longa data que ofuscaram o desenvolvimento socioeconómico no sul da Ásia. O adiamento da 19ª Cúpula da SAARC é um exemplo.

Não pode haver paz duradoura no sul da Ásia sem uma solução justa para a disputa da Caxemira. O povo de Jammu e Caxemira ocupada (IoK) tem lutado pelos seus direitos de autodeterminação em face da opressão esmagadora e violações grosseiras de seus direitos humanos fundamentais.

O Paquistão congratula-se com o relatório recentemente divulgado pelo Gabinete do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos do Homem, que sublinha, com razão, que já não se pode utilizar a desculpa do terrorismo para continuar a oprimir sistematicamente o povo de Caxemira. O estabelecimento de uma Comissão Independente de Inquérito sob os auspícios da ONU para investigar a violação dos direitos humanos na IOK e a resolução da disputa na Caxemira, de acordo com a Resolução da ONU e a vontade do povo da Caxemira dará início a uma era de paz e prosperidade na região e para além dela.

Chefe de Chancelaria da Embaixada da Republica Islâmica do Paquistão em Portugal

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