Invasores

Nicolás Maduro viu reforçado o estado de emergência pelo Supremo Tribunal, anteriormente rejeitado pela Assembleia Nacional, e prepara-se para iniciar um exercício militar sem precedentes, condicionando as oposições e fazendo crer que a Venezuela está à beira de uma invasão. Sabemos bem que o invasor predefinido por Maduro são os EUA, o mesmo país que durante todo o chavismo foi o maior parceiro comercial de Caracas e onde mora um presidente que, como se tem visto, gosta de invadir países enquanto toma o pequeno-almoço. A escapatória do "inimigo externo" tem barbas, mas não vai travar o percurso do referendo para destituir Maduro, rumo legítimo e juridicamente imbatível. Estamos a assistir ao deslaçar de um regime em que o líder tenta salvar a pele por todas as vias que possui. Maduro rejeita, desde dezembro, a autoridade política de uma ampla maioria parlamentar conquistada nas urnas, quando passou todo o chavismo a reger a legitimidade das suas decisões nos resultados eleitorais. Aqueles que costumam defender a natureza democrática do regime para justificar todo e qualquer fim têm aqui o exemplo do respeito que a democracia merece a Nicolás Maduro. Além disto, o regime faz passar uma ideia de coesão interna, alimentada com o fantasma externo, premissa que nunca passou de ilusão desde que Maduro sucedeu a Chávez. Desde logo, porque nunca lhe assistiu qualquer pedigree militar, coisa cara a muitos setores que fundaram, com Hugo Chávez, a república bolivariana. Depois, a gestão política e económica de Maduro só por milagre não fez que os militares que o desdenham o tirassem do cargo. Esse milagre chamou-se aumentos salariais e privilégios de Estado. Só que com os cofres a secar isto pode estar por um fio: há já generais e ex-ministros fiéis a Chávez a criticá-lo publicamente. Maduro ainda vai concluir que, afinal, o "invasor" está mas é dentro de casa.

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Um ano após os atentados terroristas na Catalunha, em Barcelona e em Cambrils, o codiretor do think tank Observatorio Internacional de Seguridad, Chema Gil, diz que é uma ilusão acreditar que o terrorismo jihadista está a ser vencido só porque as suas estruturas foram destruídas em países como o Iraque e a Síria.

João Almeida Moreira

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"O senhor vê na televisão o programa político eleitoral do presidente, tudo colorido, todos contentes, artistas milionários, se é essa a sua realidade, então vote neles, PT, PMDB, PSDB, PRTB, qualquer P, sempre estiveram juntos, é falsa a briga deles, agora se o senhor não aguenta mais ver menor abandonado na rua, as drogas, os crimes, tudo o que não presta aumentando, se você quiser expulsar para sempre esses patifes do poder, só existe uma opção, 56, o senhor nunca me viu junto com nenhum deles e comigo o senhor vai ficar livre de todos eles, o meu nome é Enéas 56."