Premium Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.

E está, de facto, vago. Sobretudo à direita. Não que o populismo seja um exclusivo da direita - que não é -, mas porque há uma parte substancial do eleitorado que nunca votou à esquerda que, claramente, não se sente representada pelos chamados partidos do sistema. Nem pelo CDS - apesar de todos os esforços de Assunção Cristas para guinar ainda mais à direita - e muito menos pelo PSD de Rui Rio. As portas ficaram, por isso, escancaradas para meia dúzia de vaidosos que dizem e fazem o que for preciso para ganhar um lugar ao sol.

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