Assim vai o mundo

Mensagens de esperança e atenção para com os mais necessitados marcaram os discursos oficiais de Natal. Na varanda central da Basílica de São Pedro, o Papa desejava alegria e paz e recomendava o poder do amor como elixir de esperança. No Palácio de Buckingham, a rainha Isabel II falava de inspiração e recordava aos britânicos o ato de humildade revelado no nascimento de Jesus, que é celebrado há mais de dois mil anos, para sublinhar a importância que podem assumir mesmo os mais pequenos gestos de boa vontade. A partir do Palácio da Zarzuela, Felipe VI falava em convivência sã, respeito, tolerância e diálogo. E, por cá, Marcelo desdobrava-se em vendas de agendas solidárias, ginjinhas no Barreiro e visitas aos doentes do Hospital de São José. Foi assim no Natal passado.

Um ano depois, as mensagens destes quatro líderes mundiais são um bom barómetro da mudança que esta parte do mundo conheceu nestes 12 meses. No Vaticano, Francisco apelou "à confiança recíproca" na península coreana "no interesse do mundo inteiro", lembrou um Iémen esquecido onde quem escapa ao conflito morre de fome ou doença, pediu respeito e diálogo pela coexistência e pela paz em Israel. Isabel II destacou a coragem dos sobreviventes dos "horríveis ataques" a Londres e a Manchester. Felipe VI endureceu o discurso para que "as ideias não distanciem ou separem famílias e amigos" e "condutas irresponsáveis" não ponham em perigo "a estabilidade da Catalunha e de toda a Espanha". E Marcelo, que por tradição só fala no Ano Novo, pediu aos portugueses que façam como ele e não abandonem Pedrógão Grande, mas antes ajudem aquelas famílias que já tanto passaram a reconstruir o futuro.

Muitas coisas aconteceram em 2017 - e o mundo não mudou para melhor. Portugal teve também um ano difícil, entre o drama dos incêndios, afirmações infelizes de pessoas com responsabilidade, as tristes histórias do roubo em Tancos, das fugas de argelinos, dos desvios em instituições que deviam servir os mais fracos e de governantes que deixaram de o ser pelos piores motivos. Podemos hoje pedir um milagre de Natal: que o próximo ano seja muito melhor do que este. Concretizá-lo passa pela vontade de todos nós.

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